Devoções
Devoções
Deus ama-nos de uma forma estupenda. De tal modo que, um dia, nos enviou o Seu próprio Filho. Grande Mistério! Gigantesco Amor! E nós tão pequeninos... Como nos custa compreender isto...
De graça, ofereço-vos algumas práticas de piedade que podem ajudar a configurarmo-nos a Cristo Crucificado. São meios de ajuda, não são o fim.
Importa dizer que, à parte das orações oficiais e públicas da Igreja (a liturgia), existem as devoções privadas - formas de orar espontânea, livre e sem obrigação. Tanto numa como noutra só há uma exigência: o Amor e a Verdade. Sem segundas intenções. Apenas amar.
Desde os primeiros séculos da Igreja que se vive fortemente a liturgia: existem vários relatos de celebrações eucarísticas entre os cristãos perseguidos. Com o passar do tempo, já no século V, a devoção aos mártires é acentuada. Falamos de homens, mulheres e crianças que foram perseverantes até ao fim, até derramar o seu sangue. Exemplos para todos.
Pelo século XIV as devoções começam a ganhar um forte peso, pois a liturgia era em língua latina. E quem sabia latim? O clero. As ordens mendicantes (franciscanos, dominicanos, carmelitas) ajudaram a espalhar devoções pelo povo, como forma de orar mais simples e acessível a todos. Falo do rosário, da via sacra, das procissões, o Angelus...
Nos tempos actuais, diz-nos o Vaticano II, as devoções complementam a Liturgia, são como a continuação da Liturgia ao longo do dia. Ajudam a santificar a vida.
As devoções não podem nem substituem a Liturgia. Daí é milhares de vezes mais importante a Missa do que o terço. O terço pode ser eliminado. A Missa não.
Nestas páginas deixo-vos a tradicional Via Sacra, passando por novas orações dedicadas ao Crucificado. São séculos de história e de vida dedicada ao Homem da Cruz, ao Filho de Deus.
Assim, espero ajudar-te a viver mais profundamente e com verdadeiro amor a obra mais extraordinária do Amor Divino, a Paixão de Jesus Cristo.
